Telhados de Coimbra
Domingo, 27 de Maio de 2012
É estranho voltar aqui ao fim deste tempo todo. Não consegui evitar e revi tudo o que já passei por este local, reli, reflecti sobre cada palavra e mentalmente correspondi a cada história minha. Hoje tinha algo para dizer, algo que me fazia voltar a sentir o que vivia quando escrevia aqui. Acima de tudo um sentimento de desabado, mas hoje em especial um sentimento de escuridão. Hoje volto a sentir o lado escuro deste local, o sentimento de estrada perdida, medo e insegurança.
Tudo um dia pode voltar ao que era, e ao que foi no passado, e hoje pode ser um desses dias.
Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Todos nós, por muito sentido nómada que tenhamos existe em nós a necessidade de permanecer num lugar. Normalmente para escolher entre muitos outros é bom que aja um significado forte por ele, um sentido, um cheiro diferente, um romance uma paixão por tudo o que nos envolve, uma relação profunda com as coisas e com as pessoas daquele local. Ás vezes podemos nem ter poder para expressar isso com discursos e conversas bonitas, mas o que é certo é que sentimos algo diferente e magico por aquilo. Algo inexplicável.
Confesso, que já senti. Os meus pés quase que voavam, sentia formigueiro e adrenalina sempre que passava por aquele lugar.
Foi o melhor sentimento que tive até hoje, sentia-me como se estivesse em casa, era esta a minha casa, o meu lar.
Hoje não sinto mais, tenho necessidade de partir não sei bem para onde nem para quem, volto a colocar a mochila às costas em busca de um lugar seguro e reconfortante.
Confesso, que já senti. Os meus pés quase que voavam, sentia formigueiro e adrenalina sempre que passava por aquele lugar.
Foi o melhor sentimento que tive até hoje, sentia-me como se estivesse em casa, era esta a minha casa, o meu lar.
Hoje não sinto mais, tenho necessidade de partir não sei bem para onde nem para quem, volto a colocar a mochila às costas em busca de um lugar seguro e reconfortante.
Quinta-feira, 10 de Março de 2011
Geração à Rasca!
Fui fortemente abalada pela onda que inunda o mundo cibernético e televisivo., Falamos da notícia mais badalada de todos os meios informativos. Um tipo de geração Português descrita pela frase conhecida como ‘ Geração à rasca!’. É ao som da música dos Deolinda, que paro e penso no estado em que a minha geração está. Esmiuçando o termo ‘à rasquinha’. Podemos começar pelas largas taxas de desemprego junto dos recém-licenciados. Muitos dos jovens passam anos infinitos a investir na formação académica, com esforço somos sustentados pelos nossos país durante esses anos de licenciaturas e mestrados. No fim, fica a expectativa de mudar de vida, trabalhar, casar arranjar uma casa, viver fora da casa dos pais, ser independente. E quando não se consegue o que se sonha. O desemprego, afecta demasiadamente os sonhos desta Geração e projectos do futuro, e naturalmente a carteira de muitos pais que continuam a sustentar e a oferecer ‘cama, comida e roupa lavada’, aos pequenos rebentos já adultos com quase 30 anos. A casa dos pais continua a ser o melhor oásis neste deserto de sociedade de ‘pastilha elástica’, conseguir uma carreira e uma vida estável e duradoura é uma miragem neste deserto.
Quando olho para o futuro que se aproxima a passos largos, dá-me uma súbita comichão intelectual impossível de resolver com um simples passar de unhas pela ferida. O que será de nós? Para onde vamos, e qual o fim de tudo isto? Podemos considerar o Estado como um dos responsáveis pelo miserável Estado da Nação? E a justiça? Onde estão as lei reguladoras que possam domesticar o uso do direito do trabalho junto dos jovens trabalhadores.
Com 21 anos, considero-me completamente ‘à rasquinha’ sempre que vejo o declinar do futuro que se avizinha. Em tempo antigos, os nossos pais e até mesmo os nossos avós com dificuldades e falta de formações académicas conseguiram mostrar à sociedade o que valiam como profissionais, como pessoas e como cidadãos. Será que um dia poderemos ter a sorte e a virtude de mostrar o brilho desta geração, a possibilidade de por em prática os nossos conhecimentos no mundo laboral e acreditar numa vida estável, ou estas dádivas, só irão calhar a quem tiver tirado ticket?
in Edição de Março Jornal 'Dia do Senhor'
por Andreia Madeira Santos
Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
Pensamento da Madrugada
'Com as coisas menos boas aprendemos a ser melhores. Para isso vamos esforçar-nos para conseguir com menos o que os outros conseguem com mais.'
os teus ensinamentos, guardo sempre no bolso.
*
Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Viagem por 2010
30 de Dezembro 2010
O balanço que faço deste ano fica no limiar entre o positivo e o negativo.
Sejamos pragmáticos poderia ser muito pior, apesar de tudo o que aconteceu, há coisas que nos fazem crescer e só nos resta aceita-las e aprender algo com elas.
Fiz descobertas impressionantes em mim, nos outros e até mesmo nos lugares que me rodeiam. Muitas vezes esperava não retirar nada de coisas demasiado simples, mas foi dessas mesmo que recebi os ensinamentos mais completos e mais úteis.
Como tantos outros foi um ano de lágrimas, umas de tristeza, outras de felicidade e de saudade.
Tive medo de perder uma das pessoas mais importantes, alguém que eu considerava mais forte que eu, e ainda hoje é. Mas não perdi.
Aconcheguei o mundo inteiro na minha mantinha mas no fim vi que tinha ficado do lado de fora. Perdi o que queria, e voltei a lutar, cai no chão e levantei-me, e depois de cair novamente consegui o pouco a que tive direito. Mas soube-me bem.
Depois de ter deixado a minha manta para trás, aqueci o meu coração num lugar mágico. Aprendi a dizer que ‘O passado que passei com alguém é bom, mas é só isso mesmo, passado’.
Voltei, com saudade como sempre, mas também com uma áurea renovada para iniciar um nova etapa. Esta etapa até agora tem sido dura, cheia de trabalho, esforço, mas com um pouco de fé na esperança de um final melhor.
Finalizo Assim este ano com um cansaço nos ombros mas com agradecimento a todos os que aturaram as minhas teorias, mariquices, faltas de confiança e auto-estima.
Aos ‘pessoal dos negócios :P’, um Obrigado pelas oportunidades que me deram para novos projectos, novas decisões e uso do meu conhecimento e da minha imaginação.
Por fim e não menos importante, Um Obrigado especial a vocês <3 que me continuam a surpreender todos os dias com o vosso amor.
Que venha o próximo ano.
A todos vós, um óptimo 2011
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
O sol era incandescente, fervorosamente brilhante e aconchegante, cada vez que olhava o céu, torna-se quase impossível de admira-lo e observa-lo.
De repente, o céu escureceu. Mostrou-se diferente, perdeu o brilho que tinha tornou-se severo e negro. O céu grunhia com vontade de cair sobre a terra, sobre mim e sobre quem o estivesse a admirar à instantes antes.
Podia ser comparado a um cenário de cinema, devastador e escuro. E era sem dúvida a comparação mais assustadora; um céu tenebroso que se mudou radicalmente contra mim.
Será isto um aviso daquilo que eu posso esperar no futuro, ou algo que já começou agora mesmo?
Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010
O frio congela o sangue nas veias, as mãos ficam gélidas,os dedos tremem, o vento ao passar corta a cara e os lábios, o vento arrefece a alma já mais que arrefecida, a noite escurece-te por dentro, o vazio da cidade naquela hora traz o medo e o receio daquilo que pode estar atrás das costas.
As consequências das escolhas podem levar-nos a situações dolorosas e sofredoras, mas permaneço com a certeza que um caminho atribulado e duro leva-nos a ver o final feliz como uma imagem reconfortante, quente iluminada e perfeita.
Quando isto acontece, apetece dizer, valeu a pena.
Sábado, 27 de Novembro de 2010
Domingo, 21 de Novembro de 2010
Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
Existem coisas das quais nós nunca estamos a espera que nos apareçam a frente.
Na realidade são coisas simples, mas a sua simplicidade normalmente prejudica-nos, e nós complicamos. Complicamos o que não se complica, só porque é fácil. E ser fácil, para o ser Humano é estranho.
Porque é que a nossa tendência é complicar o que vemos? Afinal é apenas um sapo, porque divagar mais? Os sapos existem, não existem? Então porquê pôr em causa aquilo que os teus olhos estão a ver neste momento?
Acredita naquilo que vês todos os dias a tua volta, elas existem, mesmo que custe a acreditar.
Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
Por vezes até as coisas que sempre tiveram do nosso lado se revoltam contra nós. Por algo estúpido que tenhamos feito ou até mesmo porque não lhe darmos o devido valor. Por muito injusto que isto pareça a verdadeira realidade é que as nossas acções nunca nos prejudicam só os nós.
A verdade é que (sorte a minha) tenho ainda algumas pessoas que continuam a sofrer comigo em cada problema e em cada batalha, posso ser egoísta ao dizer isto, mas sinto-me sem dúvida mais protegida.
Mesmo que um dia o mar revolte, tenho a certezas que as águas calmas voltaram a acalmar a praia.
Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Local: Cormatin, França 2010
Depois de ouvir as portas baterem violentamente, existe sempre esperança que aja uma janela entreaberta algures no edifício em que a nossa vontade teima em entrar.
Os meus olhos procuram incessantemente todas as varandas em busca de um frecha, uma entrada para me sentir protegida.
E se um dia, a esperança se desvanecer com o pó da estrada? E se a janela que eu sonhava nunca se abrir para mim? O que irá acontecer?
Ficarei ali à espera, ao sol e a chuva, ou irei simplesmente embora?
Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.
Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.
É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?
Fernando Pessoa
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Conversas de hoje
A- Sabes, acho que devias de guardar esta pessoa no frigorífico para se conservar para mais tempo, pessoas como estas já não se arranjam nos tempos em que correm.
F-Sim, e verdade mas sabes, prefiro guarda-la no coração, assim tenho a certeza que não sai de lá nunca.
A- oh, sim e verdade! Pelo menos fica mais quentinho.
Guardar um lugar para alguém no nosso coração é sem dúvida previlegiar essa pessoa, por aquilo que é e por aquilo que nos faz na vida.
O teu lugar já está guardado.
Domingo, 5 de Setembro de 2010
Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
Créditos: Pedro Santos, Taizé 2010
De um momento para o outro ela encontrou-se numa floresta verdejante e espessa, ao seu redor encontrava árvores com enormes troncos, cada um com uma história para contar. A sua frente um monte rodeado porum cenário de paisagem que até eu considerava o infinito da beleza alguma vez vista.
Sentou-se sobre o prado verde, onde as ervas daninhas lhe faziam cócegas nos pés descalços, e onde pequenos malmequeres emergiam do solo.
Por momentos pensou que aquilo que os seus olhos alcançavam seria uma miragem, uma alucinação da sua cabeça. Olhou para trás para ter a certeza que não tinha acabado de acordar de um sono profundo de dentro de uma sala de cinema, mas assim que se virou encontrou um espelho da natureza que encontrara a sua frente.
Deixou-se cair sobre aquele manto verde, fechando os olhos com a certeza de que isto tudo não passaria de um sonho. Podia ser um sonho, algo imaginário, mas era algo agradável, bom, confortante e naturalmente belo para os olhos de alguém. Cegou para tudo o que a rodeava. Naquele momento não havia mais nada a não ser silêncio.
Passava horas a procurar palavras para descrever as coisas melhores da vida, contudo tinha ali a melhor sensação de todas, e não queria descreve-la, queria apenas senti-la no seu total, no puro do silêncio.
Naquele momento conseguiu a liberdade total, a utopia. Nada existia, não havia imagem nenhuma que a atraiçoasse, nem voz nenhuma que a condenasse ou criticasse. Podia ser quem ela sempre quis, porque simplesmente não fazia diferença.
O que seria isto que a fazia sentir tão bem? E porque é que este é o único lugar do mundo que a menina não tenho medo de esconder aquilo que sente e aquilo que realmente é?
A vida de olhos fechados custa menos a viver, mas chegara a hora de adormecer o sonho e voltar a realidade. A ilusão de ter caído no paraíso esta prestes a terminar.
Assim que ela abriu os olhos, estes foram acariciados pelos raios de sol, dificultando a visão perfeita. Mas a medida que se ia levantando olhou em redor. A imagem ia-se tornando cada vez mais nítida e real. Algo de errado estava a acontecer, aquilo que ela sonhara não tinha acontecido.
A imagem do seu acordar era igual á imagem que outrora vira no seu sonho. A sua frente a mesma paisagem, o mesmo prado verde, as mesmas árvores centenárias que faziam sombra aos malmequeres do chão existia em seu redor.
Tudo o que vira no sonho, existia na realidade. O sonho com que sempre sonhou, era agora a realidade naquele mesmo instante.
Ás dois anos esta menina foi feliz, encontrou um lugar onde podia encontrar paz, liberdade e sobretudo felicidade.
Hoje, a menina regressa deste mesmo lugar, com uma nova lição: com a liberdade renovada e sobretudo com a certeza que quando as saudades apertarem fechará os olhos por momentos para recordar a frescura daquele prado e a profundidade de todo aquele monte.
Terça-feira, 20 de Julho de 2010
Domingo, 11 de Julho de 2010
Especie de Requerimento
A ' (Inês) que me desculpe a utilização da estrutura do seu texto, mas vou adapta-lo:
Sei que dediquei todo o tempo que tinha possível e imaginário ao estudo de uma cadeira do meu curso. Ainda assim durante o semestre fiz umas belas noitadas, manhãs e tardes na biblioteca e também noites de fim de semana na sala de estudo da faculdade. cheguei mesmo a fazer apontamentos 5 vezes da mesma matéria, e resolver os casos práticos meia dúzia de vezes, TODOS! Por isso, por favor em meu nome e em nome de alguns colegas meus, eu pedia, se seria possível, passar aqueles que tem nota para passar, em vez de passar aqueles que nem sequer vão a exame ou que apenas fazem exame para menos de 10 e passam por obra e graça do Espírito Santo.
Seria gentil da vossa parte, e extremamente sensato.
Obrigado.
Realidade
(fonte: google)
Por vezes surge uma súbita vontade de incorporar forças sobrenaturais. Forças capazes de mover os ponteiros do relógio de forma a acelerar a chegada do amanhecer.
A noite é sempre tão escura, vazia, morta e sobretudo só. Fica sempre a esperança que o novo dia traga algo de novo: regeneração, esperança, coragem, fortaleza ou mudança.
A noite é sempre tão escura, vazia, morta e sobretudo só. Fica sempre a esperança que o novo dia traga algo de novo: regeneração, esperança, coragem, fortaleza ou mudança.
Todas as manhas desvendo que o esforço apenas me trouxe a 'pura realidade' fresquinha como o café da manhã.
Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
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